Meu Velho Bom





Lá estava sentado no seu banquinho em frente de casa. Baixo, alegre, contando suas tantas histórias do tempo de peão. Ele completara setenta anos, nem aparentava, gozava ainda da força do homem. Cada extensão dos ombros crescia estufando o peito, seguido de braços lustrosos, de muitas veias, coisa de velho porreta. Pega no pesado até hoje, corre atrás das vacas, carrega lenha nas costas, é rijo, esse negócio de bengala é pra velho frouxo. Homem que é homem não se curva pros anos, encara a velhice de frente.
 Além dos dotes másculos conservados, seu lado humano é a qualidade que mais o destaca entre os outros por aí. Pouquíssimas pessoas sabem aproveitar as dádivas da vida, ele soube e sabe. A experiência de tantos anos não poderia acabar em outra coisa, ensinou seus filhos com sapiência, deu um amor verbal que torna exclusiva cada pessoa que ele ama. Um velho especial, o mais puro coração na mais pura alma.
 Pajeú, como o conhecem pela redondeza, não enxerga sobre o que a vista alcança terras estranhas. Viajara os vinte e sete estados do Brasil quando eles ainda nem somavam vinte. Pôs ladrilho em pisos que calco sempre que vou trabalhar, batizou com seu suor muitas obras São Paulo afora, deu seu melhor.
 Aventureiro sagaz desafiante da vida. Um mestre, que poucos tiveram o dom de receber seus ensinamentos. Deus não poderia me dar um avô melhor, com grande sorte de qualidades, exemplo vivo,  imenso calor receptivo.
 Vô Valentim é um misto de muitas coisas, é raro, é um velho bom.


                                                                               
                                                                                    Outubro de 2012. Há um ano atrás quando escrevi esta crônica, minha tal inspiração ainda vivia - me abraçava sorridente. Hoje as palavras soltas soluçam lembranças e um ano sem ele não faz nem um pouco esquecer tudo que o foi pra mim. LUTO ETERNO *





Cá entre nós - Querido diário.


Querido diário,

Já é domingo, o segundo da primavera, e a busca por alguém está mais acirrada.
Ninguém quer uma pessoa politicamente correta, daquelas que bebem o segundo copo de álcool e basta. Que não se atrase, ou que exatamente às 09:00 da matina envie "Bom dia. Dormiu bem?" para manter o contato, se fazer presente e depois voltar ao trabalho porque não se pode ir contra as políticas e blá, blá, blá...
Acho, ainda não tenho certeza, de que as pessoas queiram mesmo uma pessoa destemida. Que não se importe com os extremos da vida, que viva de momentos marcantes, que a faça sonhar os sonhos simples e te apoie nos sonhos a longo prazo. Deve ser dessas que eles gostam, mas infelizmente a edição é limitada, viu?! Pouquíssimos.
Contei uma dúzia aqui, outra ali os que não têm medo da felicidade mas que não se encaixam no estereótipo extra curricular exigido no começo de qualquer relacionamento, indiferente de gênero. Se for gordo, não namora. Se for magro, não namora. Se for negro, também não. Se for... seja feliz, aqui não estão precisando de felicidade. Aliás, estão escolhendo imagem e não amor.
E depois de ter notado isso esses últimos anos ainda procurar alguém imperfeito, que viva para momentos marcantes, não tenha medo das brincadeiras que a felicidade impõe, que a vida obriga? Não sei porquê.
Só sei que escutei falar algo sobre toda panela ter sua tampa, embora eu não saiba se sou tampa ou a panela, estou esperando e procurando o encaixe. A única certeza que tenho e já lhe comentei é que sou um dos não aprovados, sem medo de ser feliz e que não desiste.

África.


Toda manhã na africa, a gazela acorda. Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver. Toda manhã um leão acorda. Ele sabe que precisa correr mais rapido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome.

Não importa se você e um leão ou uma gazela. Quando o sol nascer, comece a correr.


Plano de Ação.


Desde criança sonhamos em ser policial, médico, enfermeira, veterinária, professora, etc... Sonhamos em ser heróis ou princesas, sempre vivemos sonhando. Ao passar do tempo as histórias vão mudando e algumas fantasias não cabem mais e os sonhos se acabam, mas para aqueles que não têm foco e nem futuro, pois quando falamos de sonhos, temos que ter um planejamento e um planejamento muito bom.

Primeiro o que eu indico é, colocar todas as suas ideias em um papel. Coloque mesmo tudo que você acha possível e impossível; escreva ou desenhe de alguma forma que você possa entender depois.

Logo em seguida, respire fundo e separe em dois quadros: realidade e expectativa. No caso, quais são suas realidades e onde você quer chegar - separando cada sonho/processo fica mais fácil saber onde queremos chegar e qual rota traçar.

Sabendo nossa realidade e os nossos sonhos, agora escreva o que falta para conquistar, qual meio vai usar para conseguir. Sei que sempre é o dinheiro, mas, por incrível que pareça, ele é apenas uma passagem, se não tiver amor e objetividade pelo que vai realizar, jamais vai se tornar real.

Montando esse plano de ação fica tudo claro como deve prosseguir para idealizar seus sonhos e os tornar reais.
Um homem que não tem sonhos, é um homem morto e aquele que tem e não corre atrás, é um iludido!

Look Day: Love Blue.


Olá, esse look tive uma ajuda especial de um grande amigo, pois eu juro que iria colocar ainda mais cor para aderir algo bem divertido, mas fui indicado a deixar escuro em cima e o foco ir para apenas a parte de baixo.

Ontem foi um dia mega importante na empresa, então deveria ir, ainda mais bonita... deixei a inspiração vir e formei aquele look bem social que eu amo e não dispenso e na maioria das vezes ele ajuda a gente em muitos momentos.

Look Day: Mama Afric.


Adoro montar look´s com saia, vire e meche eu tento formar algo legal, mas nem sempre tenho a oportunidade de sair com uma. Investi em algo pesado, trouxe correntes e bordados para o look; como gosto peças de cintura alta, coloquei o cinto para da uma afinada a mais. Coloquei um salto preto, mas não tirei foto, infelizmente, porém ele vai aparecer em algum look, por aqui.

Bruxas Como Antes








Nos meus fones de ouvido tocava um roquezinho meloso. O fim de tarde emplacara trinta e seis graus, um dos piores calores do ano. Eu voltava do trabalho na véspera do feriado de carnaval sob um  por do sol triste. Acho que pensava em coisas inúteis. Por melancolia própria me sentia como nos meus devaneios. Uma advertência dos comerciais de remédio, etiqueta interna de roupa, uma bula. Projetava meu lado ruim em outro tempo e espaço, me via com sessenta anos enquanto navegava em fábulas do inconsciente. Loucuras minhas.
Quando o ônibus descera a rua baixa, veio à memória os dias que consultei altares pagãos ali na redondeza. Viajava em questionamentos difíceis sem temer a frustração de que nenhuma resposta teria. Pensei imediatamente nas bruxas que me atenderam. Ficava imaginando suas vidas após tanto tempo do nosso encontro, desde quando as vi, em que rumo corria suas vidas agora.
Pouco cochilei quando a lombada fez tremer toda a condução. As vi, estavam diferentes em aparência. Kathy agora usava cabelos - o que pareciam apliques, longos com muitas mechas loiras, e a Neila, estava quase igual, apenas engordara alguns quilos. No entanto seu credo infelizmente continuava sendo as trevas. Elas carregavam imagens de deuses envoltos em lençóis vermelhos, vi também uns objetos brancos que me pareceram velas, tudo devidamente coberto. Senti muito por elas, que são enganadas por Lúcifer e foram induzidas a me enganar do mesmo modo. Graças a misericórdia do meu Paizinho não me envolvi como pediu o além, porque, de fato sou um comprado pelo sangue dEle. Me dói as vezes pensar que ser amado por esse Homem tão grande e procurar refúgio no lamaçal fora uma rebeldia tremenda, mas... somente Ele sabe das minhas dúvidas, me entende, e me perdoou por tudo quanto fiz de errado. (Te amo imensamente Jesus, amo também aquelas tuas filhas, perdoa-as Pai, elas são objeto de diversão nas mãos do mal e só o Teu amor poderá livrá-las da morte eterna. Amém.) 

Orei, ainda ao som do rock lento, chorei, e estas eram lágrimas ligeiras.