Música do dia: Pretty Hurts.


Olá, estava com saudades de vocês... escrever sobre moda e sentimentos, confesso que ando sem tempo, porém quando amamos algo sempre damos aquele jeito brasileiro.

Por esses tempos, comecei a perceber mais atenção nas traduções das músicas e acabei me apaixonando, ainda mais por Pretty Hurts ( A Beleza Machuca. ) Algo que é verdade, você ser bonita dói demais, pois uma unha que é tirada a cutícula machuca, imagina aos tratamentos, cirurgias que as pessoas se submetem a fazer para chegar a tal da perfeição; uma perfeição que a sociedade impõem, porque na realidade são suas imperfeições que tornam vocês perfeitas, diferenças sempre vão existir e ninguém consegue chegar a perfeição. O motivo? Ela não existe!

 "Beleza machuca
Evidenciamos o que temos de pior
A perfeição é a doença da nação
A beleza machuca
Evidenciamos o que temos de pior
Tente reparar algo
Mas você não pode reparar o que não consegue ver
É a alma que precisa de cirurgia"

Aquela Viagem




Mesmo ouvindo as buzinas dos carros, ainda na capital, a paz há muito tempo perdida fizera-se presente em mim a caminho do interior. O simples fato de saber que dali umas horinhas - exatamente três e meia, estaria num ambiente com outros ares, vivendo um simples viver. Sol, mato, terra e paz. Livrar-me do stress era tudo que precisava por aqueles dias. Ir para um retiro da mente, me esvaziar. A vida do lado de cá e do lado de dentro tem sido tão dura, tão concreta, quisera cor. É muita coisa que não funciona, certas incertezas e isso esgota a gente. Cercado por esta selva de pedras tudo se agrava, todo: tudo bem! é uma palavra automática e as verdadeiras vontades são coisas pra depois.  Malas prontas para um fim de semana, era o que mais precisava. Parti.
 Na estrada não lembro bem no que pensara. Flashes da última viagem ao sertão, pessoas, fatos, algumas culpas e reflexos de mágoas curadas. Cheio de sonhos, eu e minha alegria conversávamos no que era um misto de bobagem e seriedade precipitada.  Além das serras, alguns pensamentos insanos pairavam sobre nós. No meu riso um agradecimento e na cabeça a certeza do que ainda nem saiu das habitações celestiais. Coisas que o mundo não vê com bons olhos, que talvez nem vê de modo algum, mas que sinto no coração e assim o faço da melhor maneira.  Ter 19 anos, poucas responsabilidades e um tanto de dinheiro na conta facilita dessas. A felicidade é um pouquinho de sonho, senti de ir e fui... Fui feliz, fui respirar, fui fluir, fui. Fui até o ir perder o sentido da palavra e minha liberdade ser mais do que asas. Estado de espírito: extasiado. Havia calcado o chão do interior.
 Estrada de pedras, folhas, cheiro de vida. Era noite alta quando a lotação chegara a cidade. Mal lembrava que o céu comportava tantas estrelas. Lá onde o vento é brisa quem vive de forma programada - como eu, desconcerta-se com tanto amor. No dia seguinte, acordara ao som da orquestra dos papagaios, o melhor despertador, aquele que te faz querer levantar em vez de virar pro lado e continuar dormindo.
Na mesa de toalha florida o cafezinho fumegava e da janela de casa afora, o dia era um espetáculo de graça. Meu Deus! Cada segundo ali fora tão mágico, tão perfeito. Acho que pelo mal homem que sou, a cidade grande é o salário pros meus atos.Viver um lugar tão lindo deve ser predestinação, uma dádiva. Agradeço ao universo tal honra, e ainda que eu não mereça, isso não me impede de desejar. Ah... Como eu gostaria de voltar!

Amores e Amoras




Alguns minutos no banquinho, me entediei do livro e deixei-o cair. Ao levantar o olhar vi que alguém atravessara os portões da biblioteca. Alguém jovem, um garoto, que rapidamente passou por mim e sumiu. Apesar dele não ser um frequentador antigo, pelas poucas vezes que veio tornara-se assíduo. Já não passa uma semana sem dar as caras. O vejo sempre muito sério, despensa “bons dias”, soa como esnobismo. No entanto não tacho isso como indelicadeza. Ele tem algo intrigante, um suspense nos olhos, mistério peculiar, uma coisa intensa que remete a um envolto de extremos: alegria e dor, talvez.
 Dali uns minutos ele deixara o recinto, não saiu para a rua, fez a volta e continuou nos arredores procurando um assento  no jardim. A hora do crepúsculo o impedira de ler, tentou, porém ainda míope não conseguia. Hesitei em me aproximar dele, com outras palavras perguntar sobre seus amigos, o porquê daquela solidão constante, do silêncio, e de todos os sentimentos de nostalgia que trazia consigo. Não o fiz.
 Como nos tradicionais dias de primavera a noite demorara cair, porém chegou calma, e em instantes enegrecera o céu violentamente. Senti alívio, com certeza em poucos minutos o garoto iria embora, quem sabe passaria por mim, talvez falaria um até logo. Não consigo explicar a razão, mas travei uma batalha interior e de lá só sairia quando arrancasse ao menos uma palavra do garoto túmulo.
  Ele levantou-se calmo, abandonou a mochila que carregava e dirigiu passos a um grande amoreira que situava-se um pouco atrás de si. Tirou os tênis pra não machucar a grama e parou, mirou toda a árvore e começara colher amoras na mais escura e assustadora noite. Foi súbito impulso, mas teria que ser.
 - Existem poucas amoras aí não é mesmo? Essa amoreira não é tão farta, as suas amoras são minúsculas e agora, misturam-se a noite por conta dessa cor púrpura negra. Presumo que ame amoras loucamente, porque eu não me prestaria a colhe-las dessa forma, quem sabe até assim, porém não a essas horas.
 O arrependimento me veio antes de pronunciar a última palavra. A expressão dele carregava uma sapiência que me fazia tremer, aquele olhar me penetrou como uma farpa cega, recuei alguns centímetros e confesso que temi a resposta da voz com que tanto desejei escutar.
  Ele parecia um inquisidor, tinha posição segura. Eram passos precisos, coisas de gente destemida, e um gelo no ar que finalmente ele quebrou dizendo:
 - Amores e amoras sempre correspondem a voracidade daqueles que os procuram, pois mesmo na condição de migalhas se tornam banquetes.
 E saiu.
 Minha impressão a seu respeito mudou. Agora eu não tinha pena dele, ao contrário, ele quem parecia ter pena de mim, o que me fez sentir humilhado, um nada. É algo muito espontâneo, apesar de antes nunca ter visto uma pessoa assim, notei a frieza com que ele teve ao me desmoralizar emocionalmente. Acho que nem percebeu o que fazia, pois a sua impetuosidade só valia pra mim, pra ele não passava de uma simples resposta. Por isso pessoas como ele se tornam magnos, ele e quantos outros poucos que existem no mundo.
 Nem pena, nem medo, nem imposição, nem raiva. Aos olhos dele, o que via agora em mim era um envolto de sentimentos: curiosidade afobada e desmoralização sem sentido, talvez.

                                                                                              
                                                                                                    Luker, Domenico 1 de Novembro de 2011






Vem novidade por ai.


Queridos, como todos já sabem estou produzindo alguns vestidos/saias; começando a tirar os projetos e sonhos dos papeis que estavam guardados no fundo do meu coração e fazer as coisas acontecerem. Fico feliz com cada mudança, cada evolução que acontece na minha e o poder de compartilhar com vocês.

Domingo reuni dois grandes amigos para fazer uma sessão de fotos das minhas peças, escolhemos um lugar que já conhecemos, pois já havia feito algumas fotos, lá. Digo com a boca cheia de orgulho que as fotos ficaram maravilhosas, esperem ansiosos.


Achei por ai: Estilo Swag.


Nós amamos novos estilos, cores, formas, músicas, pessoas e tudo que nos rodeia que seja novo ou novidade que se transforma por algumas vezes um sonho de consumo, não? Pesquisando e conversando com algumas pessoas, descobri que aquele look que eu sempre admirei e amei pode se enquadrar como "Swag".
Vem comigo que eu explico.

Swag é uma palavra que fez muito sucesso no intagram/facebook e outras redes sociais, por causa das famosas hadtags ficou mais fácil para encontrar pessoas, fotos e inspirações que nos inspiram a cada dia ficar ou ser uma pessoa melhor. Essa palavra é uma gíria inglesa que significa um estilo diferente que cause impacto nas pessoas.

Vindo do Rap/Black dizem os boatos que quem começou essa gíria foi o querido Jay-Z e assim todos os outros seguiram essa tendência que me deixa alucinada quando vou no centro de São Paulo e vejo as pessoas vestidas dessa maneira. Agora vamos as minhas dicas para montarmos um look swag?!
Para os meninos, arrasem nas roupas largas, cores que dancem em um ritmo frenético ou então abuse do jeans, use jaqueta/calça e bermuda jeans. O importante na hora de montar o look é ser você e deixar a imaginação fluir, vestir peças que você ache que vai causar impacto nas pessoas, porém tome cuidado para não cair no ridículo. Bonés também é um bom acessório, além de correntes grandes e grossas, meia canela alta ou a mostra.

Para as meninas uma pegada de Girl/Boy ou Bad Girl vai cair mega bem, bonés, tops, calças jeans, shorts, jaquetas, usem e abusem, pois sei que para mulher é bem fácil criar look de impacto.

Use touca para os dias frios, uma blusa mostrando a barriga ou alguma parte do corpo que goste. Botas pesadas e cores claras, deixa o look mais alegre e acaba quebrando aquele peso masculino. Também uma opção de acessórios são as correntes, se for usar com peças escuras, use dourado.

Para as mais simples (não sendo simples) use peças lisas, jeans e deixe o glamour para sua beleza natural e os sapatos, uffa! Os sapatos, eles podem ser altos, baixos com amarração ou sem, cores vivas ou fracas, mas ele sempre ficando a mostra fica algo cool.

Prontos para montar seu look?


Amor e Apocalipse


  " Percebi que as verdades do amor são retalhos mal costurados..."




Não queira estar comigo quando as paredes do mundo começarem cair. Hoje as coisas ainda permanecem intactas, o coração antes banhado de sangue - inocente - agora deve estar podre e indecomposto, representa a mim, mas eu não me permito ser representado, pois fui obrigado a isso e pertenço ao lado branco. Cinco espíritos vieram estar com minha alma vazia, fizeram morada, sugaram-me o líquido do amor e sumiram saciados para roubar outras forças... tudo continua acabando, inclusive minha fé, sigo pecando e sendo cada vez mais uma parte das trevas. Livrai-me do amor amém, eis minha presente reza.
Este circo que se montara sobre minha vida inclui  todo o absolutismo:  o ser, o ter e ao mesmo tempo nada ter e ser. Não tem como não dizer que falo de uma necessidade,  uma linha que sempre se chega ao fim e parece não ter chegado. Falsa saciedade, sentimento carente e total dependente, pra não dizer doente, fraco, sujo. Matéria de luxo, brilho, noite e máscaras de todas as cores. O que sou eu, ele, eles, e talvez nós se for também o teu caso, intrometido leitor. Abre-te os olhos! Não seja a perdição que fora imposta pelos religiosos ignorantes. Como estou sendo, me perdendo, talvez não me ache mais, mas você? Se saia daí o mais cedo possível, o sangue já está dando sinais de volta. Deixe apenas o lodo, se limpe, seja branco também, e não adianta querer ser outro, ser você é obrigatório - God knows you and want you so.
A festa apenas começara. Há pouquíssimo tempo percebi que verdades do amor são retalhos mal costurados. As unidades iguais perecem maior dificuldade em permitir-se... Tem medo, pois se veem um no outro e este outro que por demais se parece você te assusta (...) Tenha calma, ele é ele mesmo e assim também você é você. Já é por demais complicado o amor, quem dirá então o amor dos iguais, este que não sabe mesmo o limite de entrega, se permite cair em abismos, vai até onde a adrenalina alcança e isso é o preocupante, velocidades assim é que levam ao túmulo.
Em verdade, em verdade digo: o amor  e a vida são interdependentes. Quem na vida não espera um amor não vive, e vice-versa. Meu sofrimento, meu maior problema e meu principal motivo de dar ajuda descende do caos de amar. É como se nos dispuséssemos inconscientemente a qualquer jogo sujo para ter a correspondência deste sentimento, a reciprocidade. Por isso o coração lá atrás dito, a promiscuidade permitida, o risco de perda do espírito, e por amor até vale perder a vida. Mas espera aí... o que é o amor se não algo a ser vivido em vida? Fogo apagado? água seca? pedaço de nada? Hiatos.
Sustento a hipótese de que amar é um acidente programado. Na sua forma primordial, na minha ( a dos iguais), e em todas as maneiras existentes e extintas imagináveis. Por causa dele que se estabeleceu como deus/demônio maior na minha vida, eu indisponho de qualquer forma de liberdade vital. Sigo perdendo o halo, quilates e quilates daquilo que seria minha herança de filho, por fim, até meu sobrenome. Mesmo falando de amor ainda falo do Apocalipse próximo. De todos os que descerão a mansão dos mortos e não terão direito de volta a luz. Todas as almas, um dia matéria, que ansiaram o canibalismo passional e mesmo conhecendo a lógica do pó preferiram recorrer a escuridão para a saciedade dos seus desejos. Amor será sempre  o sentimento que nos move, o principal motivo de existir a vida, porém se não fosse tão erótico não seria tão mórbido, e ao mesmo tempo que lindo, torna-se feio e o principal motivo de morte. Livrai-me dele, amém.







                                                                                                                             1 de Janeiro de 2014

                                        Ilustração.: Dante e Virgílio no inferno, 1850,  William-Adolphe Bouguereau

Falta? Tudo?




No fundo não falta nada
Ao mesmo tempo que tudo falta
Me falta a mão, o abraço, falta Luna
Falta vô que ainda nem falta
Faltam três mil km de distancia pra diminuir a saudade
E nada me falta em volta, porém dentro é oco.
Falta Ele ao meu lado, a presença calma
O riso bobo, os olhos bambos, a boca boa...
Vazio por tanta superfluidade
Pela presença como eu não queria que fosse.
Muito do que poderia ser não é
Do que poderia estar não está
Até mesmo muitas palavras agora não podem ser palavras, são mais que isso
Agora é maior que antes, mas pra mim continua sendo nada.
Estou cansado
Fraco
Não quero mais
Nem posso, nem devo
Amar  o nada é o que me resta.
Preciso fugir da fugacidade passional
Não quero as mãos que afagam
Quero ter ódio aos beijos que calam
Espero a solidão, a libertinagem
Pra não ter que sofrer, nem depender
Não ser mais um à espera.
Dói chorar pelo outro
Perceber nosso vão
Sufoco pelo vazio do afeto
E só ter o erro
Temer até o que é correto...
Mágoa
Silêncio
Abandono
Não...

- Apague a luz, sem mais poemas por hoje. Quero apenas dormir e encontrar no breu do meu sono a certeza da realidade mortal.