Meu Nome é Lolla

  ... e o prazer é todo nosso!

 


O dia acabara zonzo após alto mix de destilados, uísques e cerveja numa tarde quente do Ibirapuera. Não obstante, trêbada, trocando passos, andava eu como quem nada quer, cabelos ao vento, salto 15 desafiando-me, pela Avenida ao lado do lago de luzes. Carregara uma bolsa. Sentei no paralelepípedo e tentei furtivamente achar um batom. Retoquei meio rápido, tirei o cabelo do rosto e mal levantara quando um carro - modelo Mini Cooper, estacionara ao meu lado.
- Carona? Senhorita?! Perguntou-me o moço entreabrindo os vidros. Ele era branco, de gentil aspecto e com tamanha malícia no olhar que seus olhos verdes chegaram avermelhar-se.
- Não não, estou bem! Obrigado. Retruquei.
- Calma, mocinha, vejo que você está ótima! Vociferou em tom safado. Entra aí....
Era um homem e tanto. Era uma ordem. Cheiroso, educado, sobretudo um estranho - (nunca aceite nada de estranhos) lembrara dos conselhos de mamãe. Quem eu era? Tudo menos eu mesma. A boca repetindo nãos, mas quase metade do corpo já estava dentro do carro.
- Não temos destino! Ele Riu. Qual é a sua graça?
- Eu?... Lolla. Respondi avulsa. Me nome é Lolla. Lembrei de Raquel Pacheco, vulgo Bruna Surfistinha, onde em seu livro “O doce veneno do escorpião”, auto batizara-se com o primeiro nome que lhe veio a cabeça quando a vida noturna roubara sua identidade doce, de assalto. Não fora diferente comigo, mas eu não era puta, estava agindo como tal, é diferente.
 Lolla foi depravação descabida. Estúpida, arrogante, extremamente feminista e convencida de todas as suas qualidades. Ela nada mais é do que a manifestação extrema do que um dia fora oprimido, julgado. Lolla não ama, Lolla machuca. Doce menina destruidora de corações, sangra e chora, mas Deus me livre de alguém descobrir isso. Lolla vive. Lolla é muito mais que mulher, é um ícone indestrutível que erguera-se fria e petrificada meio aos “não-pode-não-deve-é-abominação!” quais a vida dissera.   Alma libertina, veneno fatal e meigo. Lolla é pecado, é santo, é um estado de espírito, válvula de escape pras dores e um: caralho, eu posso tudo!
O que aconteceu após o passeio de carro? - Tolinhos... Não quero contar, mas no dia seguinte, existiam ainda cabelos, gratidão e gotas de amor em minha calcinha. Ouvia também sua voz que ecoava: Lollaaah, Lollinha, Lolita!


                                                                                                         LOLLA VIVÓN*, dias de puta. 2013.

Heterônimo criado por mim em 2014 para assinar algumas crônicas antigas. Sob um olhar feminino e polêmico, Lolla assina a obra que meu nome simples e comum não o suportaria fazer. 







Não Era Amor Nem de Longe




Nem de perto, nem de forma alguma fora amor. Amar é maior, amor é grande. Nosso caso teve muito de conveniência, furor, necessidades de ambas as partes. Éramos duas linhas verticais, sem sintonia de encaixe e com faces de interrogação perante um sexo lésbico. Afeto sim, nada além. Este tanto gostar transportara-me a questionamentos tolos, de quem realmente sou, do que só Freud explica. Acho que porque todos os de antes nunca chegaram a me molhar (sorrio) eles foram rio, e só você mar. Comparação absurda porém real. Minha mente boba apegara-se rápido, foi isso. Nada que uma barba ruiva, tardes de café ao ar livre e um cabelo na cintura não faça melhor. Seus superávits marcaram por exclusividade, nem eram tão bons de fato.
 Ninguém é digno de tamanha adoração, ninguém que seja carne, homem, ninguém que seja minúsculo. Me ver assim reticente é inadmissível, nunca precisei nem de tempo pra pensar, de pessoas para ser forte. Exceção a regra, cá me vejo assim,  tua mesquinha ausência fizera-se gigante por pura falta de concorrência. Se ainda sofro é porque estou alheio a boa vontade dos outros, que temem meus olhos, subestimam meu caráter. Gostaria de parecer mais fútil e me abrir a um outro alguém, porém não consigo. Até o Johnnie sumiu de mim - tão gostoso, quente, me negou do seu líquido quente garganta a baixo, o Jack também, as brisas loucas. Não me visitam.
 Chega da tristeza do pranto, da alegria da planta. Vou fingir que a ansiedade eterna que me dera quando você estava com status: digitando, no Whatsapp, não me toca mais em nada. Mensagens que nunca me chegaram,  que estão obsoletas em alguma dimensão sideral entre os planetas: orgulho e medo. Falta de paz, descontinuidade, antes da caneta descer no papel mil adjetivos sobre ti me vem e é difícil concatenar as palavras. Prefiro não mais escrever, hoje minha luta é dez vezes mais calma e acho que nem “saudade” seria, talvez um “i miss you” com pouca intensidade. Final feliz se faz de fins individuais, eu e você... Jamais.


                                                                                                                                           No Date!





Formando Look - Seg à Sex.

Olá!
Para os que amam cada peça de roupa que tem ou que passa uns dez ou quinze minutos namorando uma vitrine de loja, sabe que a primeira impressão é a que fica, então, não deixe passar essa. Daqui a pouco começa a semana e você ainda não sabe o que vestir? Calma, estamos aqui. Vamos para as dicas?

Look Segunda-feira:

Look Terça-feira:

Look Quarta-feira:

Look Quinta-feira:

Look Sexta-feira:

Depois de tanto look lindo, de ter uma base, mais ou menos, de como levar a semana, o que acharam? Espero que tenham gostado.
Uma ótima semana para todos, meus queridos. 
Beijos!

Inspirem-se: Look para balada.


Final de semana chegando e sempre pinta a dúvida do que usar, não? Se inspirar sempre é bom, não que seja uma cópia, mas algo para sua imaginação poder fluir.

Sempre que tocam no assunto, festa/balada, sempre penso em brilho, saia, vestido e por último short, creio eu que você deve estar mega confortável ao usar algo para se jogar na Night. Mas dependendo do público que vai a balada o bom não é arrasar no brilho para não ser o globo da festa.

Procure imagens da balada ou álbuns de fotos no face, sempre terá as meninas que abalam. Colocando o foco no look, aperte em cima e deixe solto em baixo, assim te deixa mais leve e solta. Além de deixar seus movimentos na hora da dança mais atraentes. Sempre invista em um salto, sapatos meia pata; ajudam e muito para aguentar a noitada.

Sobre as cores? Use algo que chame atenção, para as ousadas e para as mais discretas... pode arrasar no black white.

Meu Velho Bom





Lá estava sentado no seu banquinho em frente de casa. Baixo, alegre, contando suas tantas histórias do tempo de peão. Ele completara setenta anos, nem aparentava, gozava ainda da força do homem. Cada extensão dos ombros crescia estufando o peito, seguido de braços lustrosos, de muitas veias, coisa de velho porreta. Pega no pesado até hoje, corre atrás das vacas, carrega lenha nas costas, é rijo, esse negócio de bengala é pra velho frouxo. Homem que é homem não se curva pros anos, encara a velhice de frente.
 Além dos dotes másculos conservados, seu lado humano é a qualidade que mais o destaca entre os outros por aí. Pouquíssimas pessoas sabem aproveitar as dádivas da vida, ele soube e sabe. A experiência de tantos anos não poderia acabar em outra coisa, ensinou seus filhos com sapiência, deu um amor verbal que torna exclusiva cada pessoa que ele ama. Um velho especial, o mais puro coração na mais pura alma.
 Pajeú, como o conhecem pela redondeza, não enxerga sobre o que a vista alcança terras estranhas. Viajara os vinte e sete estados do Brasil quando eles ainda nem somavam vinte. Pôs ladrilho em pisos que calco sempre que vou trabalhar, batizou com seu suor muitas obras São Paulo afora, deu seu melhor.
 Aventureiro sagaz desafiante da vida. Um mestre, que poucos tiveram o dom de receber seus ensinamentos. Deus não poderia me dar um avô melhor, com grande sorte de qualidades, exemplo vivo,  imenso calor receptivo.
 Vô Valentim é um misto de muitas coisas, é raro, é um velho bom.


                                                                               
                                                                                    Outubro de 2012. Há um ano atrás quando escrevi esta crônica, minha tal inspiração ainda vivia - me abraçava sorridente. Hoje as palavras soltas soluçam lembranças e um ano sem ele não faz nem um pouco esquecer tudo que o foi pra mim. LUTO ETERNO *





Cá entre nós - Querido diário.


Querido diário,

Já é domingo, o segundo da primavera, e a busca por alguém está mais acirrada.
Ninguém quer uma pessoa politicamente correta, daquelas que bebem o segundo copo de álcool e basta. Que não se atrase, ou que exatamente às 09:00 da matina envie "Bom dia. Dormiu bem?" para manter o contato, se fazer presente e depois voltar ao trabalho porque não se pode ir contra as políticas e blá, blá, blá...
Acho, ainda não tenho certeza, de que as pessoas queiram mesmo uma pessoa destemida. Que não se importe com os extremos da vida, que viva de momentos marcantes, que a faça sonhar os sonhos simples e te apoie nos sonhos a longo prazo. Deve ser dessas que eles gostam, mas infelizmente a edição é limitada, viu?! Pouquíssimos.
Contei uma dúzia aqui, outra ali os que não têm medo da felicidade mas que não se encaixam no estereótipo extra curricular exigido no começo de qualquer relacionamento, indiferente de gênero. Se for gordo, não namora. Se for magro, não namora. Se for negro, também não. Se for... seja feliz, aqui não estão precisando de felicidade. Aliás, estão escolhendo imagem e não amor.
E depois de ter notado isso esses últimos anos ainda procurar alguém imperfeito, que viva para momentos marcantes, não tenha medo das brincadeiras que a felicidade impõe, que a vida obriga? Não sei porquê.
Só sei que escutei falar algo sobre toda panela ter sua tampa, embora eu não saiba se sou tampa ou a panela, estou esperando e procurando o encaixe. A única certeza que tenho e já lhe comentei é que sou um dos não aprovados, sem medo de ser feliz e que não desiste.

África.


Toda manhã na africa, a gazela acorda. Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver. Toda manhã um leão acorda. Ele sabe que precisa correr mais rapido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome.


Não importa se você e um leão ou uma gazela. Quando o sol nascer, comece a correr.